Já vinha há algum tempo buscando dar a esse blog uma "cara nova", afinal minha página de desabafar diária estava precisando se aposentar da mesma imagem, da mesma aparência, aquele cinza acinzentado, que não passava o recado que eu realmente gostaria. Eu estava com ímpeto de mudança. Estava querendo desenhar um novo blog, com novas cores, até mesmo para mostrar que eu não parei no tempo, que eu não me acomodei, muito pelo contrário, queria mostrar o quanto as borboletas estão voando, estou dando as asas que elas merecem. Na realidade mesmo, estou me permitindo voar, e para isso eu dou as asas para essas borboletas desenharem seu trajeto.
E me dediquei aqui por três longos e escritos anos. E agora não largando nunca os dedos das teclas vou voar pelos mesmos ares, porém por novos endereços. E por isso venho aqui para dizer que estou desativando esse blog (a página não sairá do ar, apenas não haverá mais atualizações nele), pois meu mais "novo" blog agora é:
Com um trailer onde a primeira frase é: “em um país onde vale tudo. Tudo pode acontecer”. O polêmico filme “Turistas”, estreado em 2006 nos Estados Unidos, esta atualmente sendo passado no Telecine Premium, e já tendo assistido resolvi mesmo não sendo minha área, em críticas de cinema, expor alguns argumentos que me fazem achar o filme extremamente degradante e de um mau gosto sublime para a imagem do nosso país internacionalmente, mostrando claramente que o país não possuí segurança alguma com os turistas estrangeiros que vêm para se divertir e gastar todo seu dinheiro, ainda sendo tratados de forma hostil, e ao final, para terminar o horror múltiplo, são obrigados a doar seus rins, fígados e etc. Como se já não bastassem achar que vivemos em um país onde andamos com macacos e moramos em florestas com índios selvagens, ainda temos que assistir a um filme que trata de seis jovens americanos que vêm passar férias no Brasil e acabam sendo assaltados, drogados (com caipirinhas envenenadas) e sendo vítimas de uma quadrilha de tráfico de órgãos. O filme sofreu inúmeras criticas principalmente por ser comparado, e não é para menos, com o filme “O Albergue”, por este também possuir cenas de violência, xenofobia, sadismo e sangue com grupos de jovens estrangeiros, porém a diferença é que em “O Albergue”, a produção foi impecável com um roteiro muito bem escrito e não sendo cópia de filme algum. Os Turistas na opinião de muitos críticos de cinema foi conceituado de mais desagradável do que assustador, pois mostrou um país muito aquém do que realmente o é, com uma produção baixa e um roteiro confuso e mal elaborado. Com cenas fortes e sem sentido, com torturas por motivos bizarros para combater o país do primeiro mundo. O filme se tornou ofensivo para o Brasil. Tornou-se uma piada de mau gosto, enquanto a meu ver “O Albergue” transmite toda a preocupação em não se passar os limites do aceitável. Denegriram sim a imagem do país, afinal não foi a toa que a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) ficou preocupada com a repercussão do filme. Mas o problema maior a meu ver, somos nós, brasileiros, que permitimos isso, que damos liberdade e abertura para esses tipos de produções serem rodadas no país. Que o Brasil não é a perfeição do Mundo isso nós sabemos, mas houve uma produção exagerada, existiu clichês e estereótipos errôneos a respeito de um país que tem muito mais a mostrar que sexo, drogas e tráfico. O que me revolta não são as cenas passadas, a imagem transmitida porque sabemos aonde vivemos e quem somos, o que mais me deixa indignada é a falta de cuidado em se fazer um filme, não possuindo informações necessárias sobre a realidade do país em questão. Mas é apenas um filme não é mesmo?! (ironia).
Hoje o gostinho da vitória realmente foi especial. Além de reencontrar a amiga que não via fazia alguns dias, pude ao mesmo tempo assistir a partida de todos os tempos, o jogo definitivo que nos mostrou quem foi o campeão Paulista 2009 pela vigésima sexta vez. Não irei me permitir fazer elogios, pois estou vendo que os números e o time falaram por si só, eles mostraram com toda a determinação que a probabilidade de uma derrota até poderia existir, mas ela era muito remota. Hoje o Clube do Parque São Jorge soltou o grito, a arquibancada lotada, aos pulos tremeu, o preto e branco literalmente cobriu o Pacaembu, mas só se ouvia Timão, dentro e fora de campo, só jogava Elias, Cristian, Dentinho, Alessandro, William, Felipe, Andre Santos, Jorge Henrique, Douglas, Ronaldo, Souza. Eles brilharam e deram aos torcedores essa alegria inesquecível. Mais do que campeões, eles são invictos, e foi com o brilhantismo desse time comandado por um gigante, por um Mano realmente, Mano Menezes, que eles chegaram até aqui e ergueram a taça. O calor subiu no palanque, o fogo acendeu as chamas do nosso Timão, mas nem assim, tirou-se o sorriso do rosto dos ídolos. E na voz de William, o capitão, veio à resposta: - Essa torcida é inflamável. O Dunga estava lá, em meio a tantas decisões de campeonatos, ele optou por assistir ao nosso, e isso só me traz uma conclusão: o camisa nove é também da seleção. E para o fenômeno fenomenal (e ainda usando da redundância), com todo seu carisma, ele apenas se permite tentar comemorar, e dizer que a seleção será conseqüência de todo o desempenho nos campeonatos. E ainda termina dizendo o que em minha opinião o faz ser o melhor dos melhores, o faz ser mais que Rei: “- Sou do Corinthians. Sou um soldado brasileiro, estou aqui pro que der e vier, pra tudo”. É, e que continue assim, dando alegria para o nosso futebol com o preto e branco a canarinho o nove é dez (e viva o marketing da propaganda, nesse caso). E ao Corinthians, só digo uma coisa: “Salve o Corinthians, o campeão dos campeões, eternamente, dentro dos nossos corações, salve o Corinthians de tradições e glórias mil, tu és orgulho, dos desportistas do Brasil.” Ou como preferirem: “Caiu na rede é peixe, Le, Lea, o timão vai golear”. Agora o popular: “Aqui tem um bando de louco, louco por ti Corinthians, aqueles que acham que é pouco, eu vivo por ti Corinthians, eu canto até ficar rouco, eu canto para te empurrar, vamo, vamo, meu timão, vamo meu timão, não para de lutar”. E para terminar: “Eu voltei agora pra ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar, eu voltei pras coisas que eu deixei, eu voltei...”. Nós voltamos.
Não poderia deixar de comentar aqui a respeito de uma pessoa, um ídolo, ou melhor, para entendimento de todos, eu diria, um fenômeno. E ele realmente o é. Mas antes de falar um pouco sobre o craque, tenho que desabafar o “grito” preso na garganta em palavras. Talvez não seja tão boa em gritar alto minhas emoções, mas sou torcedora e fiel, e com esses dois adjetivos meu time já tem nome, e esse nome esta saltando alto, esta na boca do povo, nas roupas dos torcedores, o símbolo esta cravado no coração. E isso já o transforma na palavra que mais se encaixa ao jeitinho preto e branco, superação. Quebramos tabus, quebraram todas as bancas, perderam-se muitas apostas, muitos não acreditavam, eu acreditava, sempre. Ainda falta um jogo, uma partida, o segundo tempo da final, como diz o próprio fenômeno. Mas se for pensar em probabilidades, acho que temos mais do que a vantagem. Agora estaremos em casa, em um Pacaembu lotado, São Paulo irá “parar”, mesmo que aos gritos dos fiéis, o enredo seja: “Não pára, não pára, não pára...”. Agora em se tratando de algo fantástico, em se tratando de fenômeno, realmente me faltam palavras para falar a respeito de um homem, que mostrou fraqueza em muitos momentos da sua vida fora de campo, mas que a nós nada cabe julgarmos. Porque dentro de campo, na pequena área principalmente, ele manda seu recado, ele deixa sua marca, ele dá sua resposta, superando seus próprios limites, com força e determinação, qualidades natas de um craque, de alguém que nasceu para brilhar, por simplesmente ter o dom, e dom é para poucos. Mais do que um craque, ele tem algo que falta há muitos jogadores, ele tem um “Q” a mais que faz toda a diferença, sua humildade no trato com as pessoas, sua humildade com a vida, seu carisma quebra as barreiras de torcedores. Vai além de Corinthians, ele é brasileiro. E todos reconhecem que o craque não “morreu”, ele estava adormecido talvez, mas ele voltou, e cá entre nós, que volta, que retorno. E para terminar esse pequeno “desabafo” ao meu modo, vou repetir uma frase que ele disse no final do primeiro jogo contra o Santos quando comentaram com ele que o Pelé tinha ido assistir a partida, e o viu fazendo os gols. O fenômeno, muito fenomenal (e viva a redundância nesse caso) disse em curtas palavras a maior das verdades: “Eu fui Rei na casa do Rei, hoje”.
Definitivamente eu penso muito. Penso tanto, que ao tentar expor minhas palavras, literalmente tenho a impressão que não consegui o intuito desejado. É complicado, principalmente quando não se pode falar muito. É no mínimo irônico isso, afinal de contas, por quê? Porque não se pode soltar o verbo e falar tudo que se pensa, tudo que se é, porque “esconder” certos pensamentos ou como muitos preferem a opção, de “ir descobrindo”? Descobrindo definitivamente não é a solução em determinadas situações, porque antes de descobrir temos o costume de arriscar, e essa atitude nem sempre agrada, nem sempre é do “gosto do freguês”, por falta de diálogo, talvez. E daí então eu me pergunto: Porque então não expor tudo o que se pensa, seus gostos, vontades, seus princípios, sentimentos? Eu realmente não sei jogar esse jogo, acho que mesmo guardando todos os meus pensamentos, todo o meu modo de ver e viver a vida, eu sinto que acabo sendo transparente em relação aquilo que sou, naquilo em que acredito. Pois sou a favor do dar a cara para bater, com todos os receios, com todos os medos que possam existir, e que sempre existirão, com todas as rochas, racionalidades, com todo o pé no chão, que faz um dia ensolarado tornar-se um iceberg, até mesmo com todos os bloqueios, eu me questiono apenas uma coisa: O que se ganha com tudo isso? Cautela demasiadamente excessiva, vida projetada, analisada, medindo friamente a probabilidade do risco, o quão pode ser vantajoso ou não? Eu sinceramente não sei, só sei de uma coisa, e isso o sei e muito bem, que o mais importante não é medido, não é pesado, nem tampouco analisado, e sempre haverá o risco, sempre. Porque ele é sentido. E se não houver a possibilidade de colocar isso na frente de todas as variáveis, então afirmo que mais do que temer, mais que cautela, mais que pedras e cálculos, o pior é não se permitir viver esse sentir. Apesar de que em tempos de aquecimento global, os icebergs e geleiras consequentemente tendem a derreter, então, vai saber, tudo pode acontecer ou não, o problema mesmo são as pedras. Mas um pouco de humor negro, ao estilo do próprio, não faz mal a ninguém.
Realmente não sei aonde foi parar toda a formalidade e credibilidade do Judiciário Brasileiro. Quando me deparei diante da reportagem, e vi todo aquele cenário, não pude acreditar que estava em plena sessão Plenária, ou seja, estava presenciando algo inédito, jamais ocorrido, em pleno Supremo Tribunal Federal, a nossa corte suprema. Temos o costume de assistir as discussões, vendo aqueles ministros trajados com suas togas, e deduzimos a civilidade do poder que lhes compete em questão, pois estamos sendo representados por tais homens e mulheres, são eles, que irão discutir a respeito da constitucionalidade das normas, sobre os crimes comuns contra o Chefe do Executivo Federal, dos Senadores e Deputados Federais. São eles, os chamados guardiões da Constituição Federal. E esta o que é? Ela é nada mais nada menos, que o conjunto de normas de nosso ordenamento jurídico, ela limita o poder, organiza o Estado e define nossos direitos e garantias fundamentais, ou seja, ela é a nossa Carta Magna, Lei Fundamental, Lei Suprema, Lei das Leis, ou como preferirem a nossa Carta da República, ela é o topo da pirâmide normativa. E depois dessa breve síntese do que estes ministros representam para o nosso país, vou mais a fundo, e digo, eles são escolhidos por possuírem um notável e diferenciado saber jurídico, por possuírem uma reputação ilibada, e se não souberem o que isso significa, eu explico sem problemas, é algo puro, intocável, incorrupto, o que poderia servir de exemplo. São cargos privativos de brasileiros natos, são nomeados pelo Presidente da República diretamente, após serem aprovados pelo Senado Federal. Pode ficar no cargo até sua aposentadoria compulsória, quando completar, portanto, setenta anos de vida, com exceção de este renunciar. Agora falando em números, requisito este que o brasileiro adora, pode-se dizer que é o maior salário do poder público, ou seja, em torno de $24.500,00 (vinte e quatro mil e quinhentos reais). Após essa breve análise do que são esses ministros e do papel que eles desempenham em nosso país, só me permito explanar minha indignação diante do ocorrido ontem no Plenário. O bate boca entre o Presidente do STF, o ministro Gilmar Mendes e o ministro Joaquim Barbosa; foi algo surreal no histórico da justiça nacional, algo literalmente emblemático que não se via há mais de vinte anos, e foram capazes de quebrar tabus, até mesmo no alto grau do judiciário brasileiro. E ainda foram de uma educação ímpar conseguindo com os nervos a flor da pele, ainda se denominarem Vossa Excelência, quando na realidade os nervos clamavam por outras formas menos formais. Porque conseguiram fazer o Supremo sucumbir, conseguiram estremecer o que era intocável. E me permito apenas me ater a expor isso, nada além, nada aquém, pois por mais que vivemos em um país com liberdade de expressão, meu intuito não é dar razão a ninguém, até porque ninguém a possuí, nenhum dos dois, pois ambos se permitiram levar a questão aos fins que agora estão. E isso já lhes dá a parcela de culpa que merecem. De um lado o Presidente da Mesa, Gilmar Mendes, possuindo o amparo de mais de 8 ministros em sua defesa, de outro um ministro, Joaquim Barbosa, soltando o verbo em uma sessão de Plenário que a história do Judiciário nunca havia visto antes. Ambos foram além, os ânimos saltaram, a profissão e o cargo que ocupavam por um instante se ofuscou em meio a troca de “elogios”, com muitas repetições enfáticas de: “me respeite, Vossa Excelência”, “me respeite, senhor Ministro”. E em meio a todo aquele respeito de mais de vinte anos, em meio a toda aquela cordialidade e formalidade, que só um Plenário, uma Corte Suprema pode exigir, eles cederam, porém na voz do Presidente do Supremo, a credibilidade em nada foi afetada. E talvez com isso eu me permita cair no questionamento, afinal, uma vez estremecido, difícil será a convivência entre eles. E quem será o congelado da vez? Vocês têm alguma dúvida? A quem recairá o prejuízo que isso puder vir a ter? A sessão de hoje, foi cancelada por motivos de força maior. O Plenário em meio a “gritos”ontem, hoje se calou.
A frase mais inteligente que ouvi hoje e sem dúvida a que deveria ser a mais usada para os recém-casados, enamorados, ou companheiros de longas datas, o famoso então “enfim sós”, se transformou no “Enfim juntos”. Ao adentrar a sala de cinema, sentar na poltrona, me ajeitar, e começar a assistir “Divã”, realmente me questionei porque os casais sempre ao final das festanças resolviam dizer um ao outro: enfim sós? “Sós” me remete a um aspecto de solidão, de individualidade, nada atrativo e nem tampouco ideal para o elo de duas pessoas prestes a se tornarem marido e mulher. E quando me dei conta e vi que o “enfim juntos” poderia existir para quebrar de vez esse clichê, achei interessantíssimo a profundidade da frase e que realmente nos faz percebemos que ao se casar você esta mais junto do que nunca e menos só do que de costume. Muito se casam exatamente para isso, para fugir da solidão, por acharem que o casamento é a resposta para todas as suas perguntas, e ele nada mais é que um ato de se firmar uma relação, é um negócio, um acordo sentimental com o coração do outro. Algumas pessoas ao lerem isso irão me xingar, outras concordar, porém não estou criticando este ato, muito pelo contrário, afinal muitos acordos são realmente valiosos, e este é um deles, talvez. Estou sendo juridicamente realista ao escrever isso, não estou mentindo nem ofuscando absolutamente nada. Até porque não me convêm agradar a ninguém, apenas expor uma visão diferente de algo real. Mas voltando ao filme, realmente me encantei com a mensagem que foi passada, e em breves linhas, vou relatar o que a meu ver é o melhor resultado que um casamento pode nos proporcionar, o resto acreditem, pode até fazer diferença, mas não altera cenário algum. Primeiramente não sou especialista no assunto, mas se tiver que me atrever a acreditar em algo que pretendo para mim, me arrisco em dizer que é exatamente isso: Mulher moderna. Esta sofre preconceito pelo seu modo de ver e viver as coisas que acontecem em seu dia-a-dia, ela é taxada de radical, muitas vezes talvez de “corna mansa”, outras tantas de mente aberta, enfim ela é discriminada por uma sociedade de tradições e princípios. Não, não sou essa mulher moderna que devem estar pensando. Mas admiro e muito as que praticam ou imaginam essa modernidade, e mais, adoro pessoas bem resolvidas, porque não há nada mais admirável do que sentar a mesa com uma pessoa, seja homem ou mulher, que se ama, que se admira, que se auto valoriza, e isso não tem absolutamente nada haver com se achar, ou se gabar, isso é amor próprio e atire a primeira pedra quem nunca quis ser assim. Enfim, voltando a mulher moderna, elas estão mais preocupadas com a Lealdade do que com a Fidelidade e entre essas duas palavras há uma diferença pequena, e eu explico: a primeira é uma pessoa honesta, sincera, um ser leal; já a segunda é uma pessoa que não falha, que se pode contar, que honra seus compromissos. E agora acho que vocês me entendem, quando digo que prefiro a lealdade que a fidelidade, porque não há neste mundo alguém que nunca falhe isso é inevitável. Porém uma pessoa sincera, que falha e mesmo assim, admite, honra sua fraqueza, esse alguém é leal. E a lealdade não tem preço. Isso não quer dizer que você continuará com a pessoa, mas sim que a lealdade dela foi inquestionável, porque possuí caráter. Quando dizem que casamento é jogar na loteria, confesso que também acho, afinal por mais que amamos o parceiro, não sabemos o dia de amanhã, ninguém sabe. E penso sinceramente o seguinte: o casamento como tudo na vida tem duas opções: a de dar e a de não dar certo, e como no “Divã”, Lilia Cabral em sua interpretação belíssima deixa bem claro, que esse não é o fim do mundo, não tem de ser o fim do mundo, porque momentos bons foram curtidos, vidas foram divididas, histórias boas para serem lembradas, filhos talvez, para mostrar os frutos que essa união lhes trouxeram, não há no final que se lamentar, porque sabemos que a vida não funciona assim e se começar algo pensando dessa forma, é o inicio do fim. No final veremos que nosso sofrimento não é por falta de felicidade, e sim, por não conseguirmos ver o excesso dela em nossas vidas. Mas eu sei que lendo até parece que é fácil, mas em momento algum eu disse que seria. Ser feliz exige prática.
Estou neste exato momento assistindo ao jogo de Corinthians e São Paulo, o último jogo que dará a um deles a oportunidade de disputar a final do campeonato com o Santos, em virtude deste já estar classificado por ter ganhado uma partida brilhante com o Palmeiras que se mostrou apagado o jogo inteiro. Enfim, como fiel branco e preto que sou, estou “sofrendo”, deveria ficar vendo o jogo, mas para me distrair um pouco e acalmar minha aflição tive que vir aqui escrever e ao mesmo tempo ficar vendo essa angústia passar. Levando-se em consideração que o empate da à classificação ao Corinthians, eu deveria estar até um pouco mais calma, porém olhando mais a fundo e vendo que a torcida não colabora e que meu timão esta com posse de bola quase nula em relação aos nossos “inimigos” tricolores, isso torna a situação um pouco mais complexa, para os nossos fieis torcedores. Mas como nunca desistimos, o segundo tempo esta sendo uma eternidade. Acabei de falar que o segundo tempo ia ser uma eternidade? Apague isso que escrevi depois de dois gols seguidos e com um placar por enquanto de 2X0 para meu Timão, e levando-se em conta que o São Paulo, precisa de 3 gols para ir a final, então confesso que agora estou mais aliviada, mais tranqüila, rindo de orelha a orelha por um começo de segundo tempo fantásticos e brilhante, e volto a dizer, jogo seja ele qual for, é inexplicável você pode ter menos posses de bola, menos oportunidades, porém sendo elas decisivas como foi o nosso caso, isso faz toda a diferença. Esta fazendo toda a diferença. Vocês provavelmente devem estar se questionando quem é essa que escreve sobre futebol, e eu apenas me permito dizer que não vivo de paradigmas e preconceitos, portanto, sou aquela que gosta do esporte, assiste, participa, grita, justifica, sou aquela que torce, vibra, porque sou brasileira, esse é o esporte do nosso país, esta no sangue, na veia. Ouvindo Kleber Machado dizer que o São Paulo sentiu o golpe, isso só me da uma certeza, que o gostinho da final esta mais perto que imaginamos, voltamos da série B com um gostinho de superação, e é com base nessa força, nessa garra, que chegamos até aqui e estamos dando trabalho, estamos fazendo a diferença, porque o fato é, não desistimos nunca, só quem já esteve lá embaixo, sabe driblar a pressão, só quem viveu todas as emoções pode colocar para escanteio os momentos ruins que viveram. Porque vivemos, sofremos, vibramos e torcemos todos juntos. E é por essa certeza, por essa união, por essa torcida, que somos a Fiel. E que venha o Santos.
Definitivamente já me sentia advogada, desde que achei meu nome naquela lista interminável, onde temos o dom de conseguir acharmos todos os nomes de nossos amigos, conhecidos, parentes, enfim, todos parecem que estão lá, mas o nosso nome temos uma dificuldade incrível de acharmos. Em especial, esse não foi meu caso, a princípio, tive o dom de ser pior que isso. Minha amiga, Gabi, me liga e em um impulso desenfreado grita: - Flor, você passou! E sinceramente, minha resposta imediata foi: - Passei aonde? É que a lista dos aprovados iria sair em outro dia, portanto, não estava esperando por aquela notícia, que mudaria minha vida, sem dúvida, pelo menos naquele momento. Enfim, depois de gritos alucinantes que dávamos ao telefone e acho que quem estivesse ouvindo ia achar que éramos no mínimo duas loucas, desliguei o telefone com ela, para daí sim, me achar naquela lista infinita, e digo que no meu caso foi pior, pois tive o dom de já sabendo que havia passado, e daí tudo tende a ficar mais calmo - não no meu caso - mesmo assim, eu não me encontrava, não via meu nome ali, bonitinho, completo, até que por fim, depois de algumas lutas com a barra de rolagem, lá estava ele, gritando para mim, era eu mesma. Naquele instante eu já me sentia uma advogada nata, não precisava de carteira alguma para comprovar a certeza de que tinha passado. Até chegar o dia de hoje. O dia da entrega da carteira. A tão esperada solenidade. E poder daí então compreender o que o professor do cursinho queria dizer, com sentir o cheirinho do plástico, realmente mais que o cheiro, o sabor é indescritível viu. E não, não comi, foi uma forma de expressão apenas. E mais uma vez, me deparei com “o cara”. Desculpe tratá-lo assim, dessa forma, mas é apenas para vocês entenderem o quanto sou fã dele. O presidente da OAB SP é fora de sério o dom da palavra que ele possuí. Ele nos torna uns apaixonados pela profissão. Por mais que temos a certeza ou a dúvida, ele nos remete a outro patamar, ele nos iguala. Ele sabe contar história, ele acredita. E ele, meus caros, acredite, sonha também. Enfim, hoje a vermelhinha esta aqui, ao meu lado, e confesso, olho para ela, e me lembro de todos os dias que estudei horas a fio, lembro daquelas tardes, lembro de quantas dores eu sentia nos dedos de tanto escrever, lembro das pressões internas, externas, lembro do cansaço físico e mental, lembro das inúmeras vezes que falei vou desistir, e não desistia, queria fechar mais um ciclo de minha vida, e para isso, passar na OAB, era uma questão de brio, de “vingança”. E depois de tudo isso, concordo quando ele disse na solenidade que a profissão do advogado é diferente, e é diferente, sem menosprezarmos nenhuma outra, que merecem todos os seus méritos, sem dúvida. Mas sou advogada, e como tal que sou, digo: somos diferentes, e aqueles que estão com a vermelhinha na mão irão concordar ainda mais comigo, os que ainda estão no trajeto, acreditem, vale muito a pena. E cada um tem sua hora, cada um tem seu tempo, e não adianta passarmos por cima disso, não é questão de inteligência, de saber ou não saber, são tantos outros fatores, muitos que não cabem nem a nós próprios julgarmos. E aqueles que não são advogados, não irão nunca concordar comigo, muito pelo contrário, irão ainda falar: - Diferentes aonde? É, caros colegas, unanimidade é burrice, portanto, o que seria de nós se todos achassem que nossa profissão é diferente? De certo, perderia a graça em sermos diferentes. E digo mais, por favor, de agora em diante, nada de carteirinha da OAB, carteirinha é muito pequeno e aqui não nos cabe usarmos de diminutivos, portanto, quando for denominá-la trate-a como merece ser chamada, ou seja, a sua carteira de identidade de advogado. E acreditem, nós somos.
Tive que vir aqui escrever – confesso não me contive - para falar a respeito de um livro que estou lendo e que simplesmente estou achando fantástico, com uma linguagem simples, diária, que lhe fascina a cada página, a escritora nos conta sua vida durante um ano, viajando por países magníficos, diferentes entre si, explorando suas culturas, nos dando uma espécie de guia literário, para os desbravadores de tal aventura. Sem dúvida, mesmo não tendo ainda chegado ao fim de tal “exploração”, não resisti, e me permiti “viajar” em suas palavras.
“Comer, Rezar, Amar” é esse seu título, em que em verbos ela fala o que cada país em que esteve representou, ou o que ela quis buscar em cada um deles, Itália, Índia e Indonésia. E claro, acho que agora vocês vão por assimilação, qual verbo corresponde ao seu respectivo país, levando-se em conta que essa não seria uma regra geral, e sim, uma escolha própria da escritora, o que ela, individualmente, escolheu em cada país, em sua busca pessoal.
E lendo o livro, em especial um trecho, eu resolvi escrever um texto sobre o que tinha acabado de ler, e que achei no mínimo fantástico. Pois em momento algum da minha vida, tinha me limitado, e como vocês já sabem que sou adepta dos minimalismos, imaginem que limitação também não me agrade muito, porém, objetividade de vez em quando é cativante, porque nos intriga a divagar, naquilo que não ficou muito claro, é aquela obscuridade, mistério, mesmo sendo objetivo. Mas voltando ao trecho do livro, em uma conversa que ela esta tendo com seu amigo italiano, em uma de suas sessões de conversação, ele pede a ela para, em uma palavra, decifrar Roma. Enfim, não vou contar tudo, não é meu intuito aqui. E sim no decorrer daquele diálogo, achei fantástica a capacidade de se poder decifrar uma cidade, uma rua, um local, uma pessoa, com apenas uma palavra, e mais, conseguir ser o mais explicativo e consistente possível. Aquilo foi tremendamente incrível para mim. Toda essa limitação proposital foi fascinante. Até que ele pergunta a ela, para se decifrar em uma palavra. E eu tentei fazer esse mesmo exercício, e me perdi.
Não sei se foi porque realmente possuo o dom do minimalismo e não da objetividade, ou porque talvez não me conheça ao ponto de ser apenas uma palavra, ou talvez me conheça muito para uma palavra ser muito pouco ou muito. Enfim, só sei que nada sei, filosofando o óbvio. Mas mesmo assim, quis arriscar o exercício – e fiquei traumatizada – acho que sou uma mistura de doce com salgado, de quente com gelado, de mar com montanhas, de sol com neve, de esporte com preguiça, de TV com cinema, de lazer com trabalho, de sólido com líquido, de terra com água, de branco com preto - e nada de tricolor, isso eu pelo menos sei –, sou sorvete com chocolate quente, sou cerveja com vinho, sou livro com computador, e nessa minha busca incessante por apenas uma palavra, descubro algumas coisas mais exatas a meu respeito, coisas gritantes, que não me fazem achar que minha palavra seria CONFUSÃO, sou mais emoção à razão, isso é um fato nítido e notório, e não me gabo não, afinal um ser racional tem um poder de pensar muito maior em minha humilde opinião, que um adepto convicto do amor, que "só" o faz sentir loucamente, impulsivamente, desenfreadamente. Sou mais letras que números, muito mais literatura que matemática, física e química, sou português, história e geografia, sou mais sonho à realidade, sou das artes e não da intelectualidade, sou múltipla. Entre o dia e a noite, ambos me agradam e muito, mas minhas inspirações, meus estudos, sempre foram nas altas madrugadas, onde sinto que todos dormem, que a cidade “pára”, e eu posso daí então, começar. E por fim, se tivesse que tentar me dar, portando, uma palavra, mesmo brigando com meu eu, em busca da palavra que mais se encaixa, eu encontro uma que me faz mais sentido, me completando por inteiro, e de todas as formas, fazendo gritar alto minha sensibilidade, palavra pequena, mas que transmiti a nós, reles mortais, aquilo que palavras, não são nem de perto necessárias, fazendo tudo parecer diferente, por simplesmente sentirmos. Eu sou SENTIR.